julho 19, 2009

Tus Manos


Cuando tus manos salen,
y amor, hacia las mías,
qué me traen volando?
Por qué se detuvieron en mi boca,
de pronto,
por qué las reconozco
como si entonces antes,
las hubiera tocado,
como si antes de ser
hubieran recorrido
mi frente, mi cintura?

Su suavidad venía
volando sobre el tiempo,
sobre el mar, sobre el humo,
sobre la primavera,
y cuando tú pusiste
tus manos en mi pecho,
reconocí esas alas
de paloma dorada,
reconocí esa greda
y ese color de trigo.

Los años de mi vida
yo caminé buscándolas.
Subí las escaleras,
crucé los arrecifes,
me llevaron los trenes,
las aguas me trajeron,
y en la piel de las uvas
me pareció tocarte.
La madera de pronto
me trajo tu contacto,
la almendra me anunciaba
tu suavidad secreta,
hasta que se cerraron
tus manos en mi pecho
y allí como dos alas
terminaron su viaje.

Pablo Neruda

16 comentários:

Brain disse...

excelente escolha.

Beijo Meu

Sofia disse...

Quem morre

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve
musica, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se
deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do habito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de
marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com
quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro
sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um
redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos
olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando esta infeliz com o
seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir
atrás de um sonho,quem não se permite pelo menos uma vez na
vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua ma
sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde
quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar
vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de
respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estagio
esplendido de felicidade.

Pablo Neruda

Tu sentes miuda, tu VIVES!

Beijo meu

nat disse...

Saudade...saudade...

Passa pelo meu site que tens lá um miminho…

beijinhos
nat

HELENA AFONSO disse...

OS POEMAS de NERUDO SÃO realmente DIVINOS, não me canso de os ler, gosto do seu blog e vou ser seguidora, obrigada pela partilha,
HELENA

HELENA AFONSO disse...

OS POEMAS de NERUDO SÃO realmente DIVINOS, não me canso de os ler, gosto do seu blog e vou ser seguidora, obrigada pela partilha,
HELENA

Zé Miguel Gomes disse...

Será que as mãos alguma vez terminam as suas viagens?

Fica bem,
Miguel

Pink disse...

Tão lindo...
adorei a escolha, mas vindo desse poeta tudo é maravilhoso.
A ver se vou tb pesquisar mais sobre ele, e ler alguns dos seus poemas que nos toca na alma.
Tudo mt pink p ti.
Até!

Sofia disse...

Feliz Navidad!!!

Espero que esteja tudo bem...

"Sonhos Sonhados" e "Os Filmes da Minha Vida!" disse...

...lindo Pablo Neruda!

...óptima escolha!

xis grandes da létinha

http://letinhaletinha.blogspot.com/
http://birdfleur.blogspot.com/

Anónimo disse...
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Jorge Manuel Mendes dos Santos disse...

A Confissão (de Neruda )

Foi numa noite assim fria que a nostalgia veio ao meu encontro e aqui parou,
Consta não haver antídoto que a derrote e eu poderia continuar fazendo os versos
Mais nostálgicos p’la noite dentro, mas o meu alento depressa voou,
Volteou nas estrelas, atravessou fronteiras, contagiou as violetas e declarou
Às mariposas: esta noite não vai haver tristeza, nem pesar, nem morte.
Poderei continuar fazendo versos com morte, tristeza exposta ou natureza viva,
Mas não me sentirei justificado se confessar apenas que vivo com agrado
Mas foi nesta noite fria que minh’alma inquieta evocou
Um velho livro que encontrei em Mendoza (Argentina)
“Poesias de Pablo Neruda” dizia dentro: confesso que vivi…

Jorge Santos (19/11/2010)
http://joel-matos.blogspot.com

carla disse...

Lindo como sempre. tenho andado ausente se quiseres volta ao meu blog bjo e bom carnaval

carla granja

Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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Anónimo disse...

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Anónimo disse...
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