Vou à estante desarrumar, destacar, desviar a poesia que incomoda nos livros fechados.
março 20, 2008
março 03, 2008
Concreto vs Abstracto
Torna concreto teus abstractos.
Esculpe visível o sorriso, o olhar brilhante.
Devolve ao perto a presença distante, algo que se possa agarrar... braço, cintura em nó, sem desatar a existência palpável, tocada e abraçada.
Traduz os teus rascunhos em texto legível.
Emite palavras que transformam o inaudível.
Converte o desejo em saborear, substitui a água na boca pelo doce provar, digerir, gostar.
Imagina os sentidos em harmonia.
Transforma as notas florais em perfume de amar, cheira o aroma , a fragrância do abraçar.
Inventa o real dos teus ideais.
Revela concretos os pensados sentimentos, as sensações auxiliadas por figuras de estilo... recursos expressivos concretizando a fantasia.
Mostra quem és no primeiro acto e vive o concreto do pensado abstracto.
adc
Esculpe visível o sorriso, o olhar brilhante.
Devolve ao perto a presença distante, algo que se possa agarrar... braço, cintura em nó, sem desatar a existência palpável, tocada e abraçada.
Traduz os teus rascunhos em texto legível.
Emite palavras que transformam o inaudível.
Converte o desejo em saborear, substitui a água na boca pelo doce provar, digerir, gostar.
Imagina os sentidos em harmonia.
Transforma as notas florais em perfume de amar, cheira o aroma , a fragrância do abraçar.
Inventa o real dos teus ideais.
Revela concretos os pensados sentimentos, as sensações auxiliadas por figuras de estilo... recursos expressivos concretizando a fantasia.
Mostra quem és no primeiro acto e vive o concreto do pensado abstracto.
adc
fevereiro 28, 2008
fevereiro 10, 2008
Há palavras que nos beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
fevereiro 06, 2008

Rendo-me, vendo-me às vossas ofertas e aqui estou, na primeira pessoa, a nomear os blogs que me fazem pensar... embora o tempo me escape mais vezes do que as que desejava e não os consiga visitar a todos.
...magia, palavras e outras coisas...
A Papoila
Fora de mim
Impulsos
Instantes de um Louco
Palavras Soltas... Letras Trocadas
Ponta Solta
Serenismo
Taradisses
... entre outros.
Agora terão que indicar outros blogs que não vos saem da cabeça ou que por uma razão ou outra vos perseguem... ;)
Agradecida pelas outras ofertas.
janeiro 28, 2008
Espaços vazios
Preenche os espaços vazios, a cadeira, o lugar à mesa, o copo, o prato.
Preenche as horas do final do dia. Ocupa os segundos que teimam escapar, tempo de espera, tempo que mato.
Preenche o silêncio que adormece.
Abre a gaveta vaga, usa a toalha do par.
Ocupa a almofada do lado, substitui a noite que arrefece.
Escreve nas linhas, nas margens das folhas.
Liga o interruptor e prenche de luz tudo que olhas.
Ouve as palavras e responde às questões... segredar, murmurar. Formula respostas que tapam as fendas do caminho a pisar.
Preenche os espaços vazios da boca, do respirar, o espaço vazio das mãos.
Obriga-me a abrir a janela pela manhã.
Preenche o escuro com luz do sol e sal do mar.
Balança a minha tranquilidade e alimenta o meu acordar.
adc
Preenche as horas do final do dia. Ocupa os segundos que teimam escapar, tempo de espera, tempo que mato.
Preenche o silêncio que adormece.
Abre a gaveta vaga, usa a toalha do par.
Ocupa a almofada do lado, substitui a noite que arrefece.
Escreve nas linhas, nas margens das folhas.
Liga o interruptor e prenche de luz tudo que olhas.
Ouve as palavras e responde às questões... segredar, murmurar. Formula respostas que tapam as fendas do caminho a pisar.
Preenche os espaços vazios da boca, do respirar, o espaço vazio das mãos.
Obriga-me a abrir a janela pela manhã.
Preenche o escuro com luz do sol e sal do mar.
Balança a minha tranquilidade e alimenta o meu acordar.
adc
janeiro 17, 2008
Frestas
dezembro 17, 2007
Quantificar a dor em miligramas de morfina,
medindo o equilíbrio na dosagem...
procurando o alívio no mundo dos sonhos.
O auxílio de Morfeu,
na sonolência abrigando-se
a dor de alterada imagem do exterior e interior do eu.
Quantificar o sofrimento em lágrimas, em cápsulas
da dor que sabe a sal e não passa na epiglote,
geme e zune no tímpano,
se espalha nas terminações nervosas livres
e rasga a pele... por dentro, por fora.
Rasga o tempo pretérito
mergulha no tempo agora.
Mede o poder de um sorriso
sem esforço, espontâneo.
Essa dor que vi em ti,
entranhou em mim sem consentimento
despedaçando a expressão do olhar,
dilacerando a consistência do sentimento do juízo.
adc
medindo o equilíbrio na dosagem...
procurando o alívio no mundo dos sonhos.
O auxílio de Morfeu,
na sonolência abrigando-se
a dor de alterada imagem do exterior e interior do eu.
Quantificar o sofrimento em lágrimas, em cápsulas
da dor que sabe a sal e não passa na epiglote,
geme e zune no tímpano,
se espalha nas terminações nervosas livres
e rasga a pele... por dentro, por fora.
Rasga o tempo pretérito
mergulha no tempo agora.
Mede o poder de um sorriso
sem esforço, espontâneo.
Essa dor que vi em ti,
entranhou em mim sem consentimento
despedaçando a expressão do olhar,
dilacerando a consistência do sentimento do juízo.
adc
novembro 27, 2007
Reticências
Somos equidistantes pontos em dimensões diversas.
Com paralelas intenções em matriz desigual.
Em equilíbrio deslocas-te, em ciclo, simetria.
Encontro-te em linha diagonal, vertical, horizontal.
Qualquer língua sem fronteira, pronunciamos com limite.
Corpos submersos e razão vadia...
Marcados na pele, nos gestos, aroma, olhar sem névoa ou bruma.
Riscados, rabiscados em cada página, rasurada a escrita e a imagem.
Plena de reticências... vazia de ser, de estar...
Profere qualquer palavra que se preze, registe e não suma.
Abriga-me no canto da folha, dentro de ti e fora da margem.
Com paralelas intenções em matriz desigual.
Em equilíbrio deslocas-te, em ciclo, simetria.
Encontro-te em linha diagonal, vertical, horizontal.
Qualquer língua sem fronteira, pronunciamos com limite.
Corpos submersos e razão vadia...
Marcados na pele, nos gestos, aroma, olhar sem névoa ou bruma.
Riscados, rabiscados em cada página, rasurada a escrita e a imagem.
Plena de reticências... vazia de ser, de estar...
Profere qualquer palavra que se preze, registe e não suma.
Abriga-me no canto da folha, dentro de ti e fora da margem.
adc
novembro 11, 2007
novembro 01, 2007
Registo
Abri o livro
e deixei-te registar a tua presença, a tinta permanente.
Com lacre selaste a página,
como se este fosse teu abrigo.
Rodeaste-me, sublinhaste-me, atribuí-te esse poder.
Permiti-me corpo sentido e razão ausente,
melodias, rasgos de luz, raios de sol... Ninguém imagina.
Colori imagens, fragmentos da vida
a guache azul e sol purpurina.
adc
e deixei-te registar a tua presença, a tinta permanente.
Com lacre selaste a página,
como se este fosse teu abrigo.
Rodeaste-me, sublinhaste-me, atribuí-te esse poder.
Permiti-me corpo sentido e razão ausente,
melodias, rasgos de luz, raios de sol... Ninguém imagina.
Colori imagens, fragmentos da vida
a guache azul e sol purpurina.
adc
outubro 23, 2007
outubro 18, 2007
...arepse ad atlov à oiasnE

Espera ficar ocupado para não sentir
Viver os teus sonhos sem dormir.
Espero que respondas e o sol rasgue as nuvens para eu respirar.
Que se dissipe toda essa neblina...
Sem levantar qualquer outra questão.
Aguarda, confia no olhar, na emoção.
Porquê?
Porque não?
Porque não termina?
Porque insistes em esperar?
adc
outubro 08, 2007
outubro 01, 2007
Ensaio à volta da espera - 5
Espera no lado da lua que nunca aquece, na sombra persistente em que teu coração arrefece.
No sofá da sala, chegará a hora de olhar as fictícias vidas de outros para não viver a tua.
À porta, porque fazes cerimónia ou descalça os sapatos que teimosamente escolhem percorrer a rua.
Espera chegar a horas aos compromissos, esperando o relógio por ti, segundo a segundo sem parar.
Espera por mim, entretanto vou chegar.
Tudo de bom te acontecerá, só porque ficaste sentado à espera.
Espera não cometeres erros e acertar à primeira.
Confia que nesta vida não será necessário esperar mais.
Convido-te a aguardar na sala de espera, porém a vida passa sem te chamar.
adc
No sofá da sala, chegará a hora de olhar as fictícias vidas de outros para não viver a tua.
À porta, porque fazes cerimónia ou descalça os sapatos que teimosamente escolhem percorrer a rua.
Espera chegar a horas aos compromissos, esperando o relógio por ti, segundo a segundo sem parar.
Espera por mim, entretanto vou chegar.
Tudo de bom te acontecerá, só porque ficaste sentado à espera.
Espera não cometeres erros e acertar à primeira.
Confia que nesta vida não será necessário esperar mais.
Convido-te a aguardar na sala de espera, porém a vida passa sem te chamar.
adc
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